terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Tocaia


O predador mora perto da presa. E espreita, e espreita, e espreita...
É só esperar, a pressa vai virar papinha.

Assim pensa o predador. Ficar na tocaia, esperando a presa cair.
Evidente que o raciocínio do predador é bastante precário e bruto.
Diferente do caçador, que se lança em busca da presa, entretanto, tanto o predador quanto o caçador estão presos no mesmo local que a presa.

O vingativo se agarra ao objeto do seu ódio e se lança ao buraco com a vítima, e a segura ali no buraco, e não sai do buraco com a intenção de segurar ali sua vítima. Quem está no buraco com a vítima?

Definitivamente:
Ficar de tocaia, esperando, nunca foi meu ofício.

Leão preocupado

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Esperando o fim do quê?

--- Aqueles que pensam que o ano acaba e começa ano novo na data marcada, é escravo do sistema e do calendário.
E não adianta vir aqui escrever idiotice, porque desculpas de escravo não vale nada.

Baixe a cabeça e siga o calendário.
   

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A sombra (Raul Seixas/Antenor Emerich)

Mosca Na Sopa - Raul Seixas / versão: Antenor Emerich

                                           

   Eu sou a sombra
Que pousou em suas costas
Eu sou a sombra
Que pintou pra lhe abusar

Eu sou a sombra
Que perturba o seu sono
Eu sou a sombra
No seu quarto a zumbizar
E não adianta
Vir me iluminarr
Pois nem o teu credo

Pode assim me exterminar
Porque você me evita
E crea outra em meu lugar

-"Atenção, eu sou a sombra
A grande sombra
A sombra que perturba o seu sono
Eu sou a sombra no seu quarto
A zum-zum-zumbizar
Observando e abusando
Olha do outro lado agora
Eu tô sempre junto de você
Água mole em pedra dura
Tanto bate até que fura
Quem, quem é?

A sombra, meu irmão!"

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

De solidã0



Estou sozinho
E a solidão me agrada
Um silencio mudo
Um som sem nada
não é ruim o silêncio
não é pesado.
Sem som do presente ou visão do passado
No cd, o Zeca rasga fotografias.
A chuva chia na pedra fria
(taparam a terra)
No vão de uma música à outra
Pintassilgos trovam com saíras
Meu creme espalha aroma pela casa
Minha nudez é informal
Meu pênis fica atento
(entre quatro paredes sabemos
Que a liberdade é ilusão)
No dia a dia das exigências dela
Sinto saudades da solidão.
Meu coração se encontrou no compasso
Ciente enfim,De que tudo é caos em transformação...

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Eu e meus desafetos

Muitos não gostam de mim.
Garanto que não entendo bem por que.
Falam de mim, tentam ridicularizar minha imagem.
Não sei por quê.
Nunca peguei o que não é meu, nunca passei na frente de ninguém, sempre deixei “para lá”. Não entro em competição com ninguém; Nunca fico em um lugar que alguém crê, seja seu.
Se quiser pegar pegue; se quer levar, leve; se quer ir, vá; quer deixar, deixe;
Mas, muitos gostam muito de falar mal de mim. E por quê? Por qual razão? De que me acusam?
Pergunte a quem faz fofocas a meu respeito o que lhes fiz de mal?
Poderão perceber que a razão da raiva vem do fato de que vivo à minha maneira e não me deixo escravizar.
Não há outra razão.  
Dou às pessoas o direito de serem o que quiserem, e a mim o direito de ser como sou.

Da sua vida você pode fazer o que quiser. Da minha vida quem faz o quer, sou eu.