sexta-feira, 24 de outubro de 2014

De solidã0



Estou sozinho
E a solidão me agrada
Um silencio mudo
Um som sem nada
não é ruim o silêncio
não é pesado.
Sem som do presente ou visão do passado
No cd, o Zeca rasga fotografias.
A chuva chia na pedra fria
(taparam a terra)
No vão de uma música à outra
Pintassilgos trovam com saíras
Meu creme espalha aroma pela casa
Minha nudez é informal
Meu pênis fica atento
(entre quatro paredes sabemos
Que a liberdade é ilusão)
No dia a dia das exigências dela
Sinto saudades da solidão.
Meu coração se encontrou no compasso
Ciente enfim,De que tudo é caos em transformação...

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Eu e meus desafetos

Muitos não gostam de mim.
Garanto que não entendo bem por que.
Falam de mim, tentam ridicularizar minha imagem.
Não sei por quê.
Nunca peguei o que não é meu, nunca passei na frente de ninguém, sempre deixei “para lá”. Não entro em competição com ninguém; Nunca fico em um lugar que alguém crê, seja seu.
Se quiser pegar pegue; se quer levar, leve; se quer ir, vá; quer deixar, deixe;
Mas, muitos gostam muito de falar mal de mim. E por quê? Por qual razão? De que me acusam?
Pergunte a quem faz fofocas a meu respeito o que lhes fiz de mal?
Poderão perceber que a razão da raiva vem do fato de que vivo à minha maneira e não me deixo escravizar.
Não há outra razão.  
Dou às pessoas o direito de serem o que quiserem, e a mim o direito de ser como sou.

Da sua vida você pode fazer o que quiser. Da minha vida quem faz o quer, sou eu.

domingo, 10 de agosto de 2014

Kafka & Dostoievski

Decidi contar o que está havendo comigo.
Embora creia que isto não interessa a ninguém, ainda assim vou relatar.
Tenho um problema que nunca foi diagnosticado direito. E que, na falta de terminologia médica, refiro-me a isto dizendo que o “meu cérebro para”. E para! E pronto.
A primeira vez que passei por isso Foi em 1993, quando fiquei por nove meses trancado no quarto sem falar nada, com ninguém, sem pensar direito, sem poder tomar decisões, sem sentir nada. Completamente apático. De relho vinha a família a me chamar de vadio e vagabundo por não fazer nada. O suicídio sempre foi minha melhor opção, mas inválida. Não resolveria nada.
Depois de nove meses, decidi, por teimosia, fazer alguma coisa, e fui para a rua, por quase um ano (1994) consegui trabalhar direito, então o problema voltou. E o problemas recomeçaram, e se seguiram e se empilharam. Semanas eu conseguia trabalhar, semanas que meu cérebro dormia mesmo desperto, meu cérebro não funcionava.
Em 2001 eu já tinha 4 filhos e até 2003 já havia sido preso 4 vezes, por processos de pensão alimentícia. Passei dez dias em um presídio junto com marginais de toda sorte, ou má sorte.
Tentei ir para a faculdade. Quase deu certo. Mas em 2007 meu cérebro “travou” de vez. E não funcionou mais direito, o que resultou em minha falência completa. Não se trata de ter uma visão distorcida da realidade, o que acontece é que o cérebro para. Não há raciocínio algum, depois de dormir por dias, volto ao normal. Normal por uns dias.
De forma que não posso assumir compromissos de nenhum tipo, pois nunca sei quando estarei em condições de agir, quando meu cérebro estará “funcionando” (para usar uma terminologia mecanicista).
Sou muito lúcido, tenho plena consciência da realidade e da minha situação e do meu sofrimento.
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Psiquiatras têm atestado que sou hiperativo, bipolar, e transtornos vários. Tenho mesmo uma hiperatividade mental, penso mil coisas por minuto. E estando bem sou bom em resolver problemas. Sinto que minha atividade mental é bem parecida com a personagem Sherlock Holmes que pensa muito e muito rápido; tenho consciência de uma percepção extra-sensorial muito aguçada, o que me faz sofrer muito se estiver em meio a muita gente.
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Os efeitos disso tudo são dores musculares, por vezes fico dois três dias sem dormir por causa das dores, outras vezes durmo três, cinco dias sem parar.
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Resultado: estou falido e desacreditado. A família não entende o que se passa comigo, cada um tem seus próprios problemas e eu virei a batata quente do pedaço. Não sei o que fazer, não tenho para onde ir, e ninguém para ajudar, com exceção de alguns amigos que entendem o que se passa comigo.
Os detalhes da minha vida dariam um livro bem volumoso, isso se alguém se interessasse na vida desgraçada de um pobre diabo.
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Minha jornada me transformou, matei o homem que era e tomei seu lugar. Matei quem eu era e me transformei neste desconhecido.


sexta-feira, 25 de julho de 2014

A morte e a minha morte


Aprender a morrer desejei um dia
Agora minha vida está a morrer antes de mim
A seguir assim
Depois de tudo acabado

Restará meu fim.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Croniquetinha

Estranho 

Foi um dia, estava estranho, o sol estava estranho, o ar estava estranho, eu estava estranho.

Eu tinha sonhos, mil sonhos, e uma incrível certeza de que iria realizá-los. Eu podia. Eu tinha a força, a garra, a gana, a certeza. Eu construiria um império e uma lenda. Poder e fama. Eu teria tudo, e todos me amariam.

Que dia estranho!

terça-feira, 15 de julho de 2014

O poeta e o pop


 Por Antenor Emerich -
Escritor não licenciado ou autorizado por nenhum governo ou instituição.

“O poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente”.
E sente mais a dor que não tem. Porque o poeta quer sentir todas as dores do mundo.
Estou falando de “poeta”, não destes “cornos” mal amados falando de amores desgraçados.
O selvagem Oscar já dizia que para ser pop é necessário ser medíocre.  Nada mais medíocre que um “corno” tentando fazer poesia. 

Nada mais estúpido que tentar ser poeta para vir a ser famoso.Poesia não é uma salada extravagante de figuras de linguagem. Caso alguém queira definir a poesia, deve antes ler Platão e Antônio Nogueira. A obra toda. Mas um corno bêbado berrando ofensas para uma puta, pode até ser teatral, cômico ou trágico, mas nada tem de poesia. E, se um bêbado lembrou “Carlitos”, era o poeta que estava bêbado. Porque posso concordar que há poesia em Carlitos, mas não em um bêbado, ou em um corno de olhos vermelhos de raiva.
O povo quer ser pop. Somente um indivíduo interessado na humanidade dedicaria grande parte de sua vida a contar em versos a triste história da Bela Inês e de seu capitão encravado em sua nau vagando além do horizonte entre procelas e calmaria.
Isto não é um texto para entrar para o museu da poesia crônica, é apenas uma observação de um leitor que sempre procurou entender melhor a humanidade. Não sou erudito, não quero ser pop, e gostaria muito de saber escrever. Mas, sei apenas dar opinião. Uma coisa bem vaga e sem nenhuma importância.


 Sempre quando é dia do homem, mandam o homem fazer exame da próstata.
(temu qui toma no cu memo)

Direitos devassados