quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

UM CONCEITO A MEU FAVOR

Um conceito sem um deus com o dedo em riste e cenho franzido. Ele está lá, no inconsciente de cada um de nós.
Como poderá viver a humanidade, sem um deus que determina infernos e punições. Que determina pecados. Como vamos viver sem um deus a nos ditar regras enquanto faz ameaças?
Como viver sem sacerdotes, gurus e policia?
Como viver sem juízes e sem propriedades?
Como viver de modo a respeitar todas as manifestações do Khosmos simplesmente por que tudo, da mesma forma que eu, quer viver bem?
Ética é respeitar o direito do próximo. Moral é viver de acordo com a “sua” fala.
O selvagem precisa de lei. O Khosmico volita no infinito, de planeta em planeta. Não traz nada e nada leva. Nada dá de si. Pega ali do Khosmos e entrega além.

Selvagens ignotos se apoderam de partículas do infinito e dizem ser donos do que possuem. Sentam-se sobre elementos que se dissolvem, e se acercam de aglomerações que explodem. E, só respeitam se não houver testemunhas contrárias, caso contrário, sempre agridem o direito do próximo.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Os caminhos da poesia (bifurcação I)

Os caminhos da poesia (bifurcação I)

Poeta não vira poeta
Poeta não fica melhor
Poeta nasce, brota
Poeta aperfeiçoa
Poeta vê
Descreve o que vê
Aperfeiçoa por quê
Quer se fazer entender...

exatamente. o fim!



















Como sempre creio, tudo sempre acontece.
Como pensamos acontece
Sempre do nada, ela aparece.
Aparece como se não houvesse nada
Como se fosse normal, aparecer assim
Do nada!
Mal pergunta como estou
Nem tento responder
Sei que não está interessada
Quer sair, perambular, beber, ser comida.
Conta a lua no calendário
Sabe os dias, das luas fortes
Os dias que não me importa que apareça
Assim, do nada.
Um dia calei. Calado fiquei.
Imóvel...
Ela ali, de pernas abertas
Eu mal deitado
De pernas abertas esperava
Que eu fizesse alguma coisa
Eu, mal deitado, esperava
Que ela dissesse alguma coisa
Nada dizia
Levantei, sai, sem olhar pra trás
Fechei a porta como quem não quer acordar quem dorme.
Ironia do destino, no rádio Erasmo e Adriana
Cantavam: Não volte nunca mais pra mim.

domingo, 12 de setembro de 2010

Carrear da terra, Barros!


Arte: Tadeu Lima







A maior riqueza do homem é sua incompletude. Nesse ponto sou abastado. Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito. Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às 6 da tarde, que vai lá fora, que aponta lápis, que vê a uva etc. etc. Perdoai. Mas eu preciso ser Outros.
Manoel de Barros

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A cultura da Palmada

Crônicas sobre o tempo

Dar palmada, ou não dar palmada.
Não dar palmada, é claro; e, me recuso a usar esse substantivo no plural.

Em primeiro lugar, agressão não é solução. E, quando um humano parte para a agressão, entra em cena o sub humano, por sua condição irracional. A agressão atesta a total falta de argumentação. Isto é lamentável, por que poderia, ainda, ter, como último argumento, tendo esgotados todos os demais, que, agredir também não resolve.

Para justificar que esta é uma crônica sobre o tempo, ressalto que nossa história gerou nossa educação e cultura, temos na violência e na guerra nosso meio de viver. Seja para atacar, ou para defender. Os antigos tempos difíceis, em que a humanidade era atacada por insetos, fome, frio, fome, seca, fome, feras e fome justificava a selvageria e a barbárie; atacar e matar eram apenas um meio de sobrevivência.

Não foi o código de Hamurabi que atestou o olho por olho, foi o consenso do dente por dente que legalizou o ato.

O orgulho foi se construindo com a história, e contribuiu para piorar em tudo, mas também diminuiu a violência, uma vez que atacar de fato já é uma derrota.

Considera-se que o verdadeiro guerreiro não precisa mais mostrar sua força. O respeito do Homem era adquirido pela força bruta. Se é que há outro tipo de força para a violência.

Vivemos a cultura da guerra. Gostamos de lutar pela vida, de passar trabalho, de adquirir com esforço. A educação atual ainda prima por educar para a rigidez emocional, para não ser maleável. São educados a não dividir o lanche e a “não ser bobo e não deixar os outros pegarem tudo”.

Cada um tem medo de sua própria miséria e pouca ou nenhuma consideração pela miséria alheia, não importa quão próxima esteja.

Em segundo lugar, quem bate ensina a bater, quem grita ensina a gritar e quem respeita ensina a respeitar.

Não são as leis que educam. São as ações. Para materialistas ou espiritualistas, pragmáticos ou místicos, o comportamento do ser é produto do meio. Exigir educação do próximo aos berros ou a tapa, é um contra censo irracional.

A questão é a educação. Preocupa-me que, mal educados educam mal, onde essa roda vai quebrar? Quem vai começar a viver uma nova sociedade? Quem vai servir de exemplo?

E, por favor, ser racional é saber o que fazer sem violência e sem destruir. Não há necessidade de perguntar qual é a lei.

A lei é o respeito.

domingo, 18 de julho de 2010

O Espírito do Brasil

(crônica / humor)




Descansava o Senhor! flutuando sobre ventos Elíseos. Quando sua linha telepática mental Foi acionada. Era o Espírito do Brasil.

Espírito do Brasil - Alô
Senhor! - Alo
Espírito do Brasil. Sou eu senhor,
Senhor! - Opa, e antão?
Espírito do Brasil - Ta massa senhor:
Senhor! - Ta massa?
Espírito do Brasil -É senhor, ta legal.
Senhor! - Ô Ô Ô Ô Ô!. Que ta acontecendo ai?... ... ... que barulho é esse?
Espírito do Brasil - É o povo senhor?
Senhor! - Povo?
Espírito do Brasil - É senhor, o povo...
Senhor! – Nossa! Quanto barulho?
Espírito do Brasil - É Senhor , o povo adora...
Senhor! - Adora o que?
Espírito do Brasil - Barulho senhor, o povo adora, barulho.
Senhor! - Olha só , que coisa, deixa eu ouvir ... ... ... é um barulhão mesmo. É sempre assim?
Espírito do Brasil - Sim senhor, direto.
Senhor! - E a pobreza?
Espírito do Brasil – ah! Estão todos trabalhando pelo melhor aqui, Senhor!.
Senhor! - Então , não tem mais pobreza?
Espírito do Brasil – É, né, senhor. Têm um ou outro probleminha aqui e ali, mas, no geral, o povo gosta.
Senhor! – Mas, assim o povo se diverte?
Espírito do Brasil - Muito senhor, eles adoram.
Senhor! - E o que vamos fazer?
Espírito do Brasil - Pois agora senhor, o que o senhor me diz?
Senhor! - ... ... ...
Espírito do Brasil – Eu posso fazer melhor, né Senhor.
Senhor! – Não. Ainda não.
E o senhor! desliga
Espírito do Brasil – Ah! Ainda vou nascer no Brasil....

sexta-feira, 16 de julho de 2010

APENAS O NECESSÁRIO - e-book

A Editora Novitas realizou um concurso: Apenas o necessário. O consurso consistia em participar com cinco frases com no máximo 144 caracteres. Frases postadas no Twitter. O prêmio para os vencedores é a publicação de um e-book (livro digital), como uma Antologia.
Foram selecionados 37 autores.
Enviei 05 frases que postei no miniblog: http://twitter.com/emerich_antenor. e fui um dos 37 escolhidos para este projeto.
Veja a relação completa dos escolhidos: http://editora-novitas.blogspot.com/2010/06/apenas-o-necessario.html





ALGUMAS FRASES POSTADAS NO TWITTER (MINI BLOG)

A anulação do seu “EU PRÓPRIO” é o preço que paga por ignorar a si e viver para ajustar-se aos demais.

Basta deixar um compromisso para trás para que ele se revista de grande importância. #FATO

Não existe instinto civilizado, e, uma vez civilizado, torna-se intuição #EUACHO

#AMOR A paz está em aceitar a vida como é / E entender que todos vivem na / mesma casa / Pela mesma causa: paz e felicidade.

O escravo que não luta por sua liberdade está condenando sua descendência à escravidão. #FATO

#TT Tudo fica registrado, minha loucura despadronizada, e minha cabeça fora de série.

Como ta frio e eu não tenho nada chato nem engraçado pra dizer vou dormir...

@EuHoje como um Ronin a procura de oponente, procuro opositor a altura de um duelo. Gosto do seu tom e do seu enfrentamento...


MAIS NO BLOG: http://twitter.com/emerich_antenor