quinta-feira, 15 de julho de 2010

Poema Metafísico



De pé na ponta da proa, na procela, era EU que gritava: “OLHA A ONDA!”

*Proa - A frente do navio.
*Procela – Tempestade em alto mar.

Percepção do REAL


PIRA ALICE, PIRA!
Desejava o coelho branco, enquanto esperava que a menina o seguisse até o fosso.
Mas, pensava o coelho, a realidade pode ser demais pra cabeça dela.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Quando não se tem nada, não se perde nada



Estou triste, muito triste.
Mas, triste comigo, por ainda ser tão possessivo...
Posso até dizer que minha tristeza é proveniente da falta de lealdade das pessoas. Mas, até o fato de esperar que o outro seja leal, a princípios que, a princípio, são meus, me deixa muito triste.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Crônica sobre o tempo

“Nem sempre é possível. As vezes é preciso desistir”



Quando falamos em desistir de algo, alguém logo nos anima a prosseguir. Não desista nunca. Siga em frente, dizem. Desistir jamais!
Tanto se fala assim que se tornou correto. Teimosa, a humanidade adora esse paradigma. Ninguém desiste. Ninguém arreda o pé, nem um centímetro.
Assim, segue, esse comboio de corda, a entreter a razão.
Outrossim, faço votos de que as pessoas aprendam a desistir.
Desistir de ser carrancudas, de se apoderar de dinheiro público, de desconfiar dos outros, de não ser confiávél; de pegar tudo o que puder sem pensar em quem esta esperando pra pegar um pouco também.
Poxa! Eu gostaria que o bolo de aniversário de São Paulo demorasse mais tempo para ser consumido. O povo avança e pega o que pode. De bolo, a dinheiro.
Os ricos se agarram aos seus bens, e só lastimam um dia não poderem levar tudo consigo para o outro mundo. Mesmo assim chegam lá contando todas as vantagens que tinham na terra.
Gostaria que os corruptos desistissem de seus intentos malévolos. Que desistissem de tolerar que humanos morram de fome.
É lastimável que o governo tenha que estipular um salário mínimo, para evitar um regime de escravidão.
Por fim, gostaria que a humanidade desistisse de ser injusta, e desistisse de pensar apenas no seu próprio bem estar.
Nem sempre é possível, nem sempre é salutar. As vezes, é preciso desistir.

domingo, 27 de junho de 2010

Conheci meu EU Obscuro, e gostei dele.
Não sei por que mas, achei isso perigoso...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Profissão de Fé!

Confesso!



Sou mesmo um escritor e um filosofo Anarquista. Não escrevo para o leitor ou para o consumidor, escrevo para pensadores.

Não escrevo para ser admirado, fazer isso seria romper com a razão pela qual escrevo. Escrever para ser admirado pelo leitor, significa dizer que o escritor está a procura de sucesso e fama, e, por conseguinte, a procura de riqueza. Escrever por dinheiro é prostituir a si e corrompe a obra.

Quando o artista realiza sua arte por dinheiro, para sustentação financeira, corrompe a razão da arte. Passa a escrever para agradar o leitor. Por isso é hilário que o escritor ainda queira direito autoral. É um absurdo somente aceito em cultura primária de percepção embotada.

Um sábio não cometerá qualquer dessas atrocidades.

* * *

Sou um inquieto.



Desde que li Ruy Barbosa, botei a boca no mundo à falar. E, como argumento de motivação, alguém tem que se permitir julgar. Na contra mão da máxima “não julgueis para não serdes julgados”; o ‘criticante’ se conscientiza de que é preciso apontar o que está sendo ignorado. Já consciente de que será muito mais julgado em sua pessoa.

O criticante, entretanto, é uma fase, como, aliás, (em homenagem a professora de Português, Albertina), tudo na vida. Sabe muito criticar, no entanto, passa a considerar desnecessário. Passa, então, a dar pequenos toques, mini conselhos, na indicação de uma forma e/ou maneira de fazer melhor.
Nesse ponto há a possibilidade de nascer o escritor, ou o filosofo, ou o líder, ou o derrotado. Por que ou o Ente assume a responsabilidade de seus atos, palavras e idéias, ou passa a vida a fazer o que os outros mandam.

O materialista se apropria desse pensamento para justificar a luta pelo poder. Mas isso é, em si, uma tolice.

O Ser Desperto não luta, o Ser Desperto, atua.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

uma chifrada


Olé!
Posted by Leandro Fortes under Dia da caça
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No instantâneo, o toureiro espanhol Julio Aparicio leva uma chifrada nas fuças dada pelo touro que ele pretendia torturar até a morte

A tourada é um espetáculo deprimente ancorado em um argumento falacioso, o da tradição histórica, que, no fim das contas, pode ser usado para justificar tudo, inclusive o canibalismo e a pedofilia.

Eu não sei vocês, mas, em questão de tourada, eu sempre torço pelo touro.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O tempo muda as definições...

Fazem um Rock in Rio em Madri, e chamam Ivete Sangalo, Rihanna, Miley Cyrus... Se é que é isto que denominam Rock and Roll agora, estou mesmo ficando muito velho...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Credo Espirito Livre!


De qualquer forma, reservar espaços mentais para o desapego das coisas, das pessoas e das posições, analisando a inevitabilidade da morte, que obriga o indivíduo a tudo deixar, é uma terapia saudável e necessária para um trânsito feliz pelo mundo objetivo.

Reverter o sistema injusto e desgastante, no qual se mede e valoriza o homem pelo que tem, e não pelo que é, em razão do que pode, não do que faz, é o compromisso de todo aquele que é livre.

A desordenada preocupação por adquirir, a qualquer preço, equipamentos, veículos, objetos da propaganda alucinada; a ansiedade para ser bem-visto e acatado no meio social; o tormento para vestir-se de acordo com a moda exigente; a inquietação para estar bem informado sobre os temas sem profundidade de cada momento transtornam o equilíbrio emocional da criatura, arrojando-a aos abismos da perda da identidade, à desestruturação pessoal, à confusão de valores.